Irecê recebe a 9ª edição do Festival Internacional de Teatro da Caatinga, com 13 espetáculos e entrada gratuita
IRECÊ (BA) — O 9º Festival Internacional de Teatro da Caatinga acontece de 06 a 15 de agosto de 2026, no Teatro Ataídes Ribeiro, em Irecê, no coração do sertão baiano. Com direção artística e curadoria de Paulo Atto, a edição reúne 13 espetáculos da Bahia, de São Paulo, da Nigéria, da Espanha e da Itália, além de oficinas de formação em escolas públicas de Irecê e João Dourado e do Seminário das Artes do Espetáculo. Todas as atividades têm entrada gratuita.
A abertura, em 6 de agosto, traz duas obras de dança: Dance a tua Natureza Afro, de Edson Machado (Brasil/Itália), que trata a memória ancestral como manifesto que atravessa fronteiras, e Madágugú, da Odun Cia de Dança, da Escola de Dança da Funceb, inspirada no universo sonoro e visual de Carlinhos Brown.
Entre os destaques da mostra estão Akoko Lati Wa Ni – Tempo de Ser, da Cia. Única de Teatro com direção de Onisajé, vencedor do 36º Prêmio Shell na categoria Destaque Nacional; Nasci pra ser Dercy, monólogo de Grace Gianoukas com texto e direção de Kiko Rieser, premiado pela APCA e pelo Shell 2024 de melhor atriz; Boca a Boca: um solo para Gregório, com Ricardo Bittencourt, que revisita a poesia de Gregório de Matos ao som de rock ao vivo; e 1798 – Lucas Dantas: um herói de Búzios, da Cia de Teatro Gente, que encerra o festival recolocando no centro da história um dos mártires negros da Revolta dos Búzios.
A programação internacional traz Omni / A voz do meu pai, do nigeriano Ochai Ogaba (MUD Art Company), e O teu sorriso rebelde, com direção de Rui Frati, do Théâtre de l’Opprimé — a casa parisiense herdeira do legado de Augusto Boal, presente também na 8ª edição do festival. O público infantil e familiar tem sessões de Pinocchio – Olhos de Madeira, da Cia Arte-Móvel, e Munzuá – Poesia nos Céus, do Coletivo Serra Grande.
Realizado desde 2012, o festival é idealizado por Paulo Atto, que mantém em Irecê, desde 2009, o Núcleo Caatinga. A 8ª edição, em 2025, levou o teatro a Irecê, João Dourado, Ibititá e Lapão, incluindo comunidades rurais e quilombola, e trouxe ao interior da Bahia mestres como Eugenio Barba e Julia Varley, do Odin Teatret (Dinamarca).
Produção: Avatar – Arte, Cultura e Transformação. Realização: Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura · Ministério da Cultura · Governo Federal. Apoio financeiro: Governo do Estado da Bahia / Secretaria de Cultura. Programação sujeita a alterações.
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